domingo, 25 de novembro de 2012

Texto de apresentação da exposição Por onde andei: Pelas Minas Gerais










Artista contemporânea, Keller Duarte parece agir como os anjos de Wim Wenders: em seus incessantes deslocamentos, sabe singularmente compor olhares tão próximos quanto distantes.
São, sempre, pontos de vista íntimos e, paradoxalmente, panorâmicos. – que apelam, quase sempre, para densidades sensoriais.
Em múltipla dimensão, tanto técnica quanto conceitual, a artista configura suas tessituras entre vida e arte.
Com sua arte, então, Keller Duarte acaricia a linguagem: transformando lugares em experiência e observações em memória.
Nas Minas Gerais, por onde a artista já andou, colheu impressões: da paisagem, da gente, das coisas. Andou, por lá, resgatando cenas mineiras originalmente apreendidas junto do olhar paterno, reelaborando sua expressão artística e articulando fatos com formas e imagens com plasticidades. Desenhou de observação, decalcou a natureza, capturou objetos, fotografou a terra... E, com os genuínos pigmentos da memória, tingiu de afeto a nossa percepção!
Marcos Rizolli
Primavera de 2012

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